terça-feira, 25 de agosto de 2009

Até a vírgula tem seu valor. E como tem!



Vírgula pode ser uma pausa... ou não.
Não, espere.
Não espere.
Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.
Pode ser autoritária.
Aceito, obrigado.
Aceito obrigado.
Pode criar heróis.
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.
E vilões.
Esse, juiz, é corrupto.
Esse juiz é corrupto.
Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.
A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.
Uma vírgula muda tudo.
ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.


Detalhes Adicionais
SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE QUATRO À SUA PROCURA.
Se você for mulher, certamente colocou a vírgula depois de MULHER.
Se você for homem, colocou a vírgula depois de TEM.


Campanha dos 100 anos da ABI (Associação Brasileira de Imprensa).

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Um dia de chuva... sou uma bunda-mole! Ó céus...


É fazendo que se aprende a fazer
aquilo que se deve aprender a fazer.
(Aristóteles )


SARNEY E EU*

Algumas semanas atrás recebi um email sobre uma manifestação na frente do Congresso Nacional pedindo “Fora Sarney”, na hora fiquei bastante animado, encaminhei o email para toda a minha lista de contatos e pensei que finalmente as pessoas iriam se indignar e reagir à tanta sujeira.

No dia da manifestação me bateu uma preguiça... Após um longo dia de trabalho o cansaço me venceu, e afinal, quem iria sentir a minha falta?

No dia seguinte eu procurei eufórico nos sites de jornalismo sobre a tão falada manifestação que foi toda planejada em comunidades virtuais e bastante divulgada pelo twitter. Para a minha surpresa não existia nenhuma manchete, nem ao menos uma nota de rodapé . Resolvi entrar em uma das comunidades do orkut que organizaram a manifestação, e para a surpresa de todos, apenas cinqüenta pessoas se dispuseram a ir para a frente do Congresso.

Apenas 50 pessoas? Sendo que eu sozinho divulguei para mais de 1000? Que povo mais acomodado, pensei indignado, porque será que eles não foram??....

Não demorou muito para a ficha cair. Eles não foram pelo mesmo motivo que eu não fui. Eu esperava que “alguém” iria no meu lugar.

Recostei-me na poltrona em frente à televisão e olhei para a janela do meu apartamento, que refletia a minha imagem. Fiquei olhando para mim e para a minha confortável inércia. Foi quando de súbito, eu tive a arrebatadora visão daquilo que sempre procurei e nunca encontrei, o meu verdadeiro papel na sociedade.

“Que bunda- mole!!!”.

Finalmente, depois de tantos anos de crise existencial, pude perceber que eu era uma peça importante na sociedade, um legítimo Bunda-mole brasiliense(ou BMB). Existem bunda- moles municipais e estaduais, mas eu tenho orgulho de dizer que sou um bunda-mole federal!!

Nas minhas viagens de férias sempre algum engraçadinho vinha falar: “De Brasília né....já tem conta na Suíça?”. Eu ficava indignado, falando que eu era um funcionário público concursado, que pagava os meus impostos, enquanto o povo que roubava vinha de fora e blá blá blá.

Mas agora eu vejo com nitidez que eu tenho um papel importante nesse cenário. Eu como um legítimo BMB ajudei a criar esta barreira de proteção que mantém os verdadeiros FDP livres para fazerem o que bem entenderem. Eu acho que as coisas estão bem do jeito que estão. Tenho dinheiro todo mês para pagar a prestação do meu carro 1.0 e do meu apartamento de dois quartos, freqüento uma academia para queimar o meu excesso de ociosidade, tenho meu smart phone comprado na feira do Paraguai, e no final do ano ainda vou ficar um mês em uma casa de praia alugada junto com a minha família para a incrível experiência de assarmos como batatas na areia... Mais BMB impossível!!

Nas sextas-feiras, eu me sento com os meus amigos em um barzinho e depois do terceiro copo de cerveja soltamos toda a nossa indignação contra a patifaria que rola solta em Brasília, cada um conta um caso de um amigo próximo que enriqueceu da noite para o dia às custas do dinheiro público ( o difícil é disfarçar aquela pontinha de admiração pelo “ixperto”). Depois traçamos os planos para endireitar o país. Planos que vão embora pelo ralo do mictório antes de pagar a conta. BMB de carteirinha!!

Os anos passam e as conversas vão mudando: PC Farias, anões do orçamento, precatórios, privatizações, dólar na cueca, mensalão, sanguessugas, vampiros, Lulinha Gamecorp, Daniel Dantas, o dono do castelo, Petrobrás, e agora a cereja do bolo, ele, o único, o inigualável Sarney!!

Sarney é como um ícone do atraso nacional (clientelismo, fisiologismo, nepotismo, coronelismo, apropriação da máquina pública, desvio de verbas públicas etc), mas o que seria do Sarney sem a legitimidade dos BMB´s? O que seria da ilha da fantasia, dos cabides de emprego, dos lobistas, do QI (quem indicou), dos cargos de confiança, dos funcionários fantasmas, dos atos secretos sem a nossa apática presença? Imaginem se no nosso lugar estivessem aqueles sul-coreanos malucos que iam para a rua protestar partindo pra cima da polícia, ou aqueles jovens em Seattle que furavam um forte esquema de segurança da OMC para protestarem contra a globalização.

O BMB precisa ter o seu papel reconhecido, somos nós que deixamos tudo correr frouxo, somos nós que damos uma cara de democracia a este coronelismo em que vivemos. O nosso poder aquisitivo acima da média nacional protege o Congresso e os palácios da miséria e da violência que fervilham em nosso entorno.

Bunda-moles: Vamos exigir os nossos direitos!! Precisamos finalmente mostrar a nossa cara. Nunca antes na história deste país o bundamolismo foi tão grande. Seja ele de centro, de esquerda ou de direita. Bundamolismo no movimento estudantil chapa-branca, nos sindicatos que só vão para a frente do Congresso para pedir aumento e nos artistas que se acomodaram no conforto dos patrocínios oficiais.

Vamos exigir que se crie em Brasília o museu do bundamolismo nacional na esplanada dos ministérios, uma enorme bunda branca de concreto, que irá combinar muito bem com a arquitetura de Niemeyer.

Assistimos de nossas poltronas o Brasil tomar o rumo da mediocridade, sem um projeto à altura do seu papel de grande potência ambiental do planeta, que pode liderar a nova economia limpa e inclusiva que irá gerar milhões de empregos. Mas que faz o contrário, age como a eterna colônia de exportação de matéria-primas, fazendo vista grossa para o colosso chinês que irá nos engolir com a sua máquina movida à destruição ambiental e desrespeito aos direitos humanos, para criar uma efêmera ilusão de prosperidade às custas de nossa biodiversidade e da nossa água doce (estes sim os nossos bens mais valiosos). Somos testemunhas do surgimento de uma geração despreparada, tanto para a cooperação quanto para a competição, sem espírito empreendedor, fadada à eterna submissão ao “salvador da pátria” de plantão.

Assistimos de nossos computadores, quando estamos fazendo cera no trabalho, ao maior atentado à democracia desde o golpe de 64, mas desta vez o golpe não está sendo feito com armas. Está sendo feita com a ridicularização das instituições, com a banalização dos escândalos, com a desmoralização da ética e com a idiotização do contribuinte.

A bundamolização é muito mais eficaz do que o autoritarismo, ela pode ser eletrônica, através de novelas, videocassetadas, big brotheres e cultos picaretas. Pode ser química, com cerveja, maconha ou anti-depressivos. E também pode ser ideológica, com receitas milagrosas, e debates calorosos que sempre desaparecem em um clicar de mouse. Vivemos em uma sociedade anestesiada e chapada, sem rumo, imersa em ilusões baratas.

O bundamolismo nos une, não segrega ninguém, é a democracia verdadeira, que brilha por debaixo de uma crosta de hipocrisia e ignorância. E como toda ideologia que se preze, nós temos o nosso avatar, o nosso guru. Aquele que nos trás para a realidade e mostra quem realmente somos, revela o nosso eu profundo, a nossa essência. Obrigado Sarney, só você para tirar as minhas dúvidas e me mostrar o mundo real por trás das ilusões.

Sarney, nós somos duas faces da mesma moeda. Somos Yin e Yang. Nós somos os pilares deste país, um não existiria sem o outro. A sua cara de pau só existe porque do outro lado está a minha babaquice.

Bunda-moles de todo o país uni-vos!! Vamos celebrar a nossa mediocridade, vamos sair às ruas gritando: Viva Sarney!! Viva Collor!! Viva Maluf!! Viva Roriz!! Viva Gim Argello!! Viva Renan Calheiros!! Viva Romero Jucá!!Viva o presidente que não viu nada!! Viva a República das bananas do Brasil!!!

Mas isso é pedir demais para um bunda-mole, vou voltar para a minha poltrona porque o jornal nacional já vai começar.


*Por Adelécio Freitas (um BMB legítimo).

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Recomeçar é sempre possível


Nasceste no lar que precisavas,vestiste o corpo físico que merecias.
Moras onde melhor Deus te proporcionou,de acordo com teu adiantamento.
Possuis os recursos financeiros coerentes com as tuas necessidades, nem mais, nem menos, mas o justo para as tuas lutas terrenas.

Teu ambiente de trabalho é o que elegeste espontaneamente para a tua realização.
Teus parentes, amigos são as almas que atraíste, com tua própria afinidade.
Portanto, teu destino está constantemente sob teu controle.
Tu escolhes, recolhes, eleges, atrais,buscas, expulsas, modificas tudo aquilo que te rodeia a existência.

Teus pensamentos e vontade são a chave de teus atos e atitudes...
São as fontes de atração e repulsão na tua jornada vivência.
Não reclames nem te faças de vítima.
Antes de tudo, analisa e observa.

A mudança está em tuas mãos.
Reprograma tua meta.
Busca o bem e viverás melhor.
Embora ninguém possa voltar atrás e fazerum novo começo.
Qualquer um pode começar agora e fazer um Novo Fim.
(Chico Xavier)

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Pensamento do dia...


"Se deres as costas à luz, nada mais verás do que a tua própria sombra." (Desconhecido)

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Para ler e repensar!


Propensão a crer
(Carlos Bernardo González Pecotche)

Toda vez que a propensão a crer se manifesta na pessoa, excitada por algum motivo circunstancial, as faculdades da inteligência ficam afetadas em suas funções, pois se produz o adormecimento temporário da mente.

Esta propensão costuma ter efeitos danosos para a alma, porque, ao provocar a inércia da inteligência, pode levar ao fanatismo, que é a negação da prudência e do bom tino.
Sua causa real é a ignorância. Pode-se observar que quem tem esta propensão revela um estado mental incipiente ou precário.

A propensão a crer é própria de quem não pensa, de quem não quer pensar, seja por hábito, seja por comodismo, e que, antes de se decidir a investigar por si mesmo as questões que o preocupam ou lhe interessam, se atém confiado ao juízo ou opinião alheios. Refratário ao estudo atento, sereno, reflexivo, sua posição revela incapacidade e o expõe a qualquer engano. É comum ao que tem esta propensão mostrar-se fanático de uma idéia, uma crença, etc., estado a que nunca chega o homem acostumado a pensar livremente, a raciocinar com amplitude, a formar para si um juízo consciencioso das coisas.

Já dissemos que o propenso a dar crédito a tudo o que, de um modo ou de outro, lhe chega aos ouvidos, não pensa. Pois bem; ninguém negará que são muitos, no mundo, os que não pensam, donde se deduz que também hão de ser muitos os que servem de veículo a toda idéia, pensamento ou boato que ocorra a uma mente qualquer propagar.

É na infância, quando ainda não despertou no ser a aurora das reflexões e a mente ainda permanece alheia a toda noção de saber, que se costuma introduzir, com o pretenso propósito de resolver sua orientação espiritual, crenças que, ao debilitarem sensivelmente o poder defensivo das faculdades de pensar e raciocinar, agem como fatores que favorecem o desenvolvimento desta propensão. Com isso queremos destacar que a falha em questão tem muitas vezes origem na orientação defeituosa que a criança recebe, quando não é iniciada no uso das faculdades de sua inteligência para que possa discernir, por si mesma, o real do irreal, o verdadeiro do falso, o sensato do absurdo, permitindo-se, ao contrário, que sua mente seja tomada pelas crenças, de fácil assimilação.

Tal como acabamos de expressar, tem-se pretendido resolver por esse meio a orientação espiritual da criança, mas não se vê – e menos ainda se compreende – que com isso é criado para ela um dos problemas mais difíceis que terá de enfrentar quando adulta: o problema da própria capacitação e experiência na condução da vida, especialmente no que diz respeito à parte moral e espiritual do seu ser.

Grandes são as desvantagens que a propensão a crer pode acarretar ao homem, e grande também a insegurança que lhe cria. Isso será melhor compreendido se se tiver presente cada uma de suas conseqüências, e se estas forem comparadas com as bondades que experimenta aquele que sabe, qualquer que seja o terreno em que se coloque ou atue, já que o saber é o conselheiro que, emergindo do interior de nosso ser, nos oferece com toda a amplitude a informação que necessitamos em cada caso.

Quem permite que o saber seja suplantado pela crença não poderá senão aceitar as conseqüências de conduzir-se submetendo o livre-arbítrio à crença abraçada ou inculcada, visto que, no final das contas, isso não é outra coisa que a claudicação da inteligência. O saber que se adquire por meio do estudo e da experiência coloca o homem a salvo dos riscos a que esta propensão o expõe.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Ao ouvido te direi aonde leva a sua dança...


“Vem, te direi em segredo
Aonde leva esta dança.
Vê como as partículas do ar
E os grãos de areia do deserto
Giram desnorteados.
Cada átomo
Feliz ou miserável,
Gira apaixonado
Em torno do sol.
Ninguém fala para si mesmo em voz alta.
Já que todos somos um, falemos desse outro modo.
Os pés e as mãos conhecem o desejo da alma
Fechemos pois a boca e conversemos através da alma
Só a alma conhece o destino de tudo, passo a passo.
Vem, se te interessas, posso mostrar-te.
Oh, dia, levanta!
Os átomos dançam,
As almas, loucas de êxtase dançam.
A abóbada celeste, por causa deste Ser, dança,
Ao ouvido te direi aonde leva a sua dança”
(Jalaluddin Rumi)

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

"Não desanimes: frequentemente é a última chave do molho que abre a fechadura." (Desconhecido)